quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Amante libertino


Olá pessoal! Estou cada vez mais convencido de que ser um amante libertino é a forma mais natural de se relacionar com as mulheres. Liber é um outro nome para o deus da loucura e do vinho Dioniso ou Baco, de onde advém meu sobrenome, por ser discípulo desse deus grego. Libertino é um devoto de Baco, e quer dizer, também, aquele que é livre, autônomo, sujeito às próprias leis, o que, aplicado ao amor, é que pratica o amor livre.

Ser um amante libertino é se apaixonar por cada mulher atraente que passar por sua vida.
É evidente para todos os que já tiveram uma paixão avassaladora(como eu no passado remoto), o quão danoso para seu jogo é esse estado emocional de dependência extrema ao amor do outro.

Perceba que essa paixão doentia não é amar o outro. É o oposto. É querer ser amado desesperadamente, e usar esse amor como tapa-buraco de nossa carência, infelicidade e incapacidade de amarmos de forma livre e independente.

Como ninguém pode satisfazer o outro plenamente (todos nós somos insatisfeitos por natureza), cria-se uma situação que, no médio e longo prazo, sempre acaba mal, em alguns casos, com depressão e ruína.

Apaixonar-se da forma a que me refiro, no entanto, é diferente desse estado doentio. Posso me apaixonar por uma mulher -ou por várias, como é o caso do amante libertino, o poli-amante - mas saber que ela nunca poderá me satisfazer plenamente. Que preciso de outras fontes de prazer. Que preciso de amigos, de lazeres, de esportes, que tenho uma vida independente delas. As mulheres nunca devem ocupar o primeiro lugar na vida de um homem.

Ter paixão obcecada por uma mulher, portanto, é o oposto de ser amante. Quem é amante quer amar livremente, não está preocupado em ser amado.

Concordo que amar tem sua cota de sofrimento. Partir e abandonar uma mulher que me ama muitas vezes despedaçou meu coração, mas quando acaba o amor, vou-me embora. Consegui vencer a maior das lutas, desistir de um amor impossível ainda amando e sendo amado, porque esse amor se tornara doentio e me fazia e à minha amada infelizes. Digo que esta vitória sobre mim mesmo me fez um homem mais forte e senhor de mim.

Um homem deve abrir-se corajosamente ao amor, e estar pronto para as feridas e a dor, pois elas virão.

Apenas uma observação, não acredito em mulheres ideais e perfeitas.

Descobri que toda mulher é, ao mesmo tempo, duas deusas em uma, Vênus e Perséfone. Vênus é a deusa da Vida, Amor e Beleza, e Perséfone a deusa da Morte.

Nós, amantes, devemos ser como Adonis na mitologia: apaixonados por Vênus, nossa amante, fomos vítimas do rival ciumento Marte, e por eles feridos de morte. No inferno, nos apaixonamos por Perséfone, a mulher de Hades, deusa dos infernos.

Graças à intercessão de Zeus, o deus dos deuses, nossa sina tornou-se, então,viver a primavera com a bela Vênus, o inverno com Perséfone, e o verão e outono na floresta, caçando e nos divertindo com nossos amigos.

Captou a lição do mito de Adônis? Toda mulher é Vênus e Perséfone, os rivais e a dor são inevitáveis, e a saúde deve ser termos um espaço sempre para caçar e sermos livres.

Nossa amante já teve diversos amantes como nós, e ama sexo tanto quanto nós. Uma boa saída é ignorar o passado e viver plenamente o aqui e agora, e CARPE DIEM.

Por que contaminar a fruição do presente com fantasmas do passado sobre os quais você não controla?

É melhor ignorar seu passado e mesmo as pequenas infidelidades atuais dela.

Como ela deve ignorar as suas. Se temos o direito à liberdade e à libertinagem, por que recusarmos o mesmo direito a elas?

O segredo para livrar-se da one-itis é apaixonar-se rápido por cada mulher que mais lhe atrair, ao reconhecer nela sua singularidade e beleza.

No entanto, jamais um poli-amante deve julgar apenas uma a mulher perfeita, a ideal e a única. Isso seria não apenas uma ilusão - pois estas mulheres não existem, mas uma ofensa a todas as outras mulheres.

Garanto que há milhares e milhares de mulheres especiais, únicas, belas e adoráveis por aí, basta que abramos os olhos e o coração e assumamos nossa missão de amá-las loucamente, sem exigir fidelidade ou exclusividade, ou mesmo reciprocidade. Ela virá naturalmente.

Amantes libertinos, amem louca livremente!

Um comentário:

Mariana Tatos disse...

quando amamos eternamente sem criar e viver "amores platônicos" sem esperar o amanhã, de fato somos livres...